HIPERTIREOIDISMO: UM PROBLEMA GRAVE QUE PODE LEVAR À MORTE



Você sabia que o hipertireoidismo é uma condição que afeta a glândula tireoide, responsável por regular diversas funções do organismo? Quando a tireoide produz hormônios em excesso, o metabolismo do corpo fica acelerado e pode causar vários sintomas, como perda de peso, taquicardia, ansiedade, tremores e suor excessivo.


Embora seja uma condição tratável, a falta ou demora de tratamento pode levar a complicações graves, como problemas cardíacos, osteoporose e até mesmo coma ou morte.

Infelizmente, muitos pacientes com hipertireoidismo enfrentam longas filas de espera no Sistema Único de Saúde (SUS) para conseguir uma consulta com um endocrinologista. Alguns chegam a esperar mais de seis meses sem previsão de atendimento.

A demora no atendimento pode agravar a doença e colocar a vida do paciente em risco, o que é preocupante, pois o acesso à saúde é um direito universal e gratuito previsto na Constituição Federal e em tratados internacionais assinados pelo Brasil.

É importante que os pacientes com hipertireoidismo saibam como garantir seus direitos à saúde pública integral e gratuita.

Uma das formas de garantir o direito à saúde é entrar em contato com a Ouvidoria do SUS, que pode ajudar a agilizar o atendimento ou até mesmo indicar unidades de saúde com menor tempo de espera.

Além disso, os pacientes também podem procurar o Ministério Público ou acionar a Defensoria Pública para exigir o atendimento adequado.

É fundamental que as autoridades competentes tomem medidas para garantir o acesso rápido e eficiente ao tratamento no SUS.

A falta ou demora de atendimento pode trazer graves consequências para a saúde e violar o direito à saúde pública integral e gratuita.

Os pacientes com hipertireoidismo têm o direito de receber o tratamento necessário, e é preciso que o SUS esteja preparado para atender a todos os brasileiros que precisam de cuidados médicos.

Neste artigo, vamos explicar melhor o que é o hipertireoidismo, quais são as suas causas, sintomas e tratamentos disponíveis. Também vamos dar algumas dicas de como prevenir e conviver com essa doença.

O que é o hipertireoidismo?

O hipertireoidismo é uma disfunção da tireoide que se caracteriza pela produção excessiva dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina) .

Esses hormônios são responsáveis por regular diversas funções do organismo, como o metabolismo dos carboidratos, lipídios e proteínas, a temperatura corporal, o crescimento e desenvolvimento dos tecidos, a frequência cardíaca e respiratória, entre outras .

Quando há um excesso desses hormônios circulando no sangue, o metabolismo fica acelerado e os órgãos passam a funcionar mais rápido do que o normal. Isso pode causar uma série de alterações no corpo e na mente do paciente .

O hipertireoidismo pode afetar pessoas de qualquer idade, sexo ou etnia, mas é mais comum em mulheres entre 20 e 40 anos .

Estima-se que cerca de 2% das mulheres e 0,2% dos homens tenham essa doença .

Quais são as causas do hipertireoidismo?

As causas do hipertireoidismo podem ser:

- Doença de Graves, uma doença autoimune que faz o organismo produzir anticorpos contra a tireoide, estimulando a produção excessiva de hormônios ¹²;

- Presença de nódulos ou cistos na tireoide, que podem funcionar de forma autônoma e secretar hormônios independentemente do TSH ¹²;

- Tireoidite, uma inflamação da tireoide causada por infecções virais, pós-parto ou outros motivos, que pode levar à liberação de hormônios armazenados na glândula ¹³;

- Ingestão excessiva de iodo, que é um componente essencial para a síntese dos hormônios tireoidianos ³;

- Superdosagem de hormônios tireoidianos, que pode ocorrer por uso indevido de medicamentos ou suplementos ².

Dicas para prevenir o hipertireoidismo

Realizar exames regulares de tireoide, especialmente se houver histórico familiar da doença;

Evitar o consumo excessivo de iodo, presente em alimentos como algas marinhas, frutos do mar e sal iodado;

Ter uma alimentação saudável e equilibrada, com consumo adequado de nutrientes essenciais;

Controlar o estresse, que pode afetar a saúde da tireoide.

No entanto, mesmo seguindo essas medidas preventivas, algumas pessoas ainda podem desenvolver o hipertireoidismo. Nesses casos, é importante conviver com a doença da melhor forma possível, seguindo as orientações do médico e adotando algumas medidas de autocuidado, como:

Seguir o tratamento médico prescrito, que pode incluir o uso de medicamentos, terapia com iodo radioativo ou cirurgia;

Evitar o consumo excessivo de cafeína, que pode agravar os sintomas de ansiedade e irritabilidade;

Praticar atividades físicas regulares, que ajudam a controlar o estresse e a manter a saúde geral do corpo;

Ter uma alimentação saudável e equilibrada, com consumo adequado de nutrientes essenciais para a saúde da tireoide;

Controlar o estresse, por meio de técnicas como meditação, yoga ou terapia.

Em resumo, prevenir o hipertireoidismo é possível, mas nem sempre é completamente eficaz. Por isso, é importante estar atento aos sinais da doença e buscar ajuda médica assim que possível. E, no caso de já conviver com o hipertireoidismo, seguir as orientações médicas e adotar medidas de autocuidado podem ajudar a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Conclusão

O hipertireoidismo é uma doença crônica que pode causar diversos sintomas e complicações se não for tratada adequadamente. 

Infelizmente, muitos pacientes com essa condição enfrentam longas filas de espera no SUS para receber atendimento médico, o que pode agravar ainda mais a doença e colocar suas vidas em risco. 

É importante que esses pacientes saibam como garantir seus direitos à saúde pública integral e gratuita, entrando em contato com a Ouvidoria do SUS ou procurando o Ministério Público ou a Defensoria Pública.

As autoridades competentes precisam tomar medidas para garantir o acesso rápido e eficiente ao tratamento no SUS, assegurando que todos os brasileiros que precisam de cuidados médicos recebam o tratamento adequado. 

É preciso lembrar que a saúde é um direito universal e gratuito previsto na Constituição Federal e em tratados internacionais assinados pelo Brasil. Portanto, os pacientes com hipertireoidismo têm o direito de receber o tratamento necessário e eficaz para sua condição. 

Se você é um paciente com hipertireoidismo ou conhece alguém que precisa de tratamento médico, saiba que existem maneiras de garantir seus direitos à saúde e receber o tratamento necessário.


Fontes:

¹: https://www.tuasaude.com/hipertireoidismo/

²: https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-end%C3%B3crinos-e-metab%C3%B3licos/dist%C3%BArbios-da-tireoide/hipertireoidismo


³: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/hipertireoidismo


(1) Hipertireoidismo: sintomas, causas e tratamento - Tua Saúde. https://www.tuasaude.com/hipertireoidismo/ Accessed 4/30/2023.

(2) Hipertireoidismo - Distúrbios endócrinos e metabólicos - Manuais MSD .... https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-end%C3%B3crinos-e-metab%C3%B3licos/dist%C3%BArbios-da-tireoide/hipertireoidismo Accessed 4/30/2023.

(3) Hipertireoidismo: o que é, sintomas, tratamento e se tem cura. https://www.minhavida.com.br/saude/temas/hipertireoidismo Accessed 4/30/2023.


(4) Hipertireoidismo: quais as causas e sintomas? Engorda? - Minuto Saudável. https://minutosaudavel.com.br/hipertireoidismo/ Accessed 4/30/2023.

CONHEÇA O SERVIÇO GRATUITO DE ÓRTESES, PRÓTESES E MEIOS AUXILIARES DE LOCOMOÇÃO DO SUS



Saiba como o Sistema Único de Saúde garante acessibilidade e inclusão para pessoas com deficiências em todo o Brasil


Uma das conquistas mais importantes do Brasil na área da saúde foi a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), que garante o acesso universal e gratuito à saúde pública para toda a população.

O SUS é responsável por oferecer diversos serviços e benefícios para as pessoas com deficiências, entre eles a produção e distribuição de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção (OPM).

Esses dispositivos são fundamentais para promover a acessibilidade, a inclusão social, a autonomia e a qualidade de vida das pessoas com deficiências físicas, auditivas, visuais e ostomizadas (que passaram por cirurgias no aparelho digestivo ou urinário).

Para atender essa demanda, o SUS conta com 45 oficinas ortopédicas espalhadas pelo país, que fabricam coletes, palmilhas, calçados ortopédicos, cadeiras de rodas adaptadas, bengalas, muletas, andadores, aparelhos auditivos e outros tipos de OPM.

Essas oficinas trabalham de forma personalizada, avaliando as necessidades e características de cada pessoa e realizando ajustes e adaptações nos dispositivos até que eles se adequem ao grau de capacidade funcional e às preferências de cada um.

Os técnicos que atuam nas oficinas são capacitados pelo Ministério da Saúde e seguem protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas estabelecidos pelo SUS.

O serviço é totalmente gratuito para a população, sendo financiado pelo Ministério da Saúde, que investiu mais de R$ 154,9 milhões na fabricação de 3.298.667 órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção somente no primeiro semestre deste ano.

Além das oficinas fixas, o SUS também possui oito oficinas itinerantes, que são carretas equipadas que percorrem o Brasil levando os dispositivos para as regiões mais afastadas ou remotas que não possuem o serviço de produção próprio.

O serviço é todo custeado pelo SUS. A confecção dos dispositivos é totalmente gratuita para a população. É um serviço essencial para garantir a reabilitação das pessoas com deficiências e proporcionar mais dignidade e bem-estar para elas.




PROGRAMA FARMÁCIA POPULAR DO BRASIL: MEDICAMENTOS GRATUITOS E DESCONTOS DE ATÉ 90%


Saiba como o programa do governo federal pode ampliar o acesso a medicamentos essenciais para o tratamento de doenças como diabetes, asma, hipertensão e outras, além de disponibilizar fraldas geriátricas para idosos e pessoas com deficiência. Confira os benefícios e como participar do programa Farmácia Popular


O Programa Farmácia Popular do Brasil é uma iniciativa do Governo Federal que visa ampliar o acesso a medicamentos essenciais para a saúde pública. Por meio de uma parceria com farmácias e drogarias da rede privada, o programa oferece medicamentos gratuitos ou com descontos de até 90% para o tratamento de doenças como diabetes, asma, hipertensão, dislipidemia, rinite, doença de Parkinson, osteoporose, glaucoma e anticoncepção. Além disso, o programa também disponibiliza fraldas geriátricas para pessoas com mais de 60 anos ou com deficiência.

Para participar do programa, o usuário deve apresentar um documento oficial com foto e CPF, além de uma receita médica dentro do prazo de validade, emitida pelo SUS ou por serviços particulares. A receita deve conter o nome do medicamento, a posologia, a duração do tratamento e a data da prescrição. No caso das fraldas geriátricas, é necessário apresentar também um laudo ou atestado médico que indique a necessidade do uso e o código da Classificação Internacional de Doenças (CID), se for pessoa com deficiência.

O Programa Farmácia Popular do Brasil faz parte da Política Nacional de Medicamentos e da Assistência Farmacêutica do SUS, que tem como objetivo garantir o direito à saúde e o acesso a medicamentos de qualidade, seguros e eficazes. O programa também contribui para a racionalização do uso de medicamentos, a redução dos gastos com saúde e a melhoria da qualidade de vida da população.

O programa conta com uma lista de medicamentos padronizados pelo Ministério da Saúde, que são distribuídos nas farmácias credenciadas mediante a apresentação da receita médica. A lista de medicamentos pode ser consultada no site do Ministério da Saúde ou nas próprias farmácias participantes. O usuário pode adquirir até cinco unidades de cada medicamento por mês, respeitando a quantidade prescrita pelo médico.

O Programa Farmácia Popular do Brasil é uma importante ferramenta para garantir o acesso a medicamentos e promover a saúde pública no país. O programa beneficia milhões de brasileiros que dependem dos medicamentos para controlar suas doenças e melhorar sua qualidade de vida. Por isso, é fundamental que os usuários conheçam seus direitos e deveres e façam uso adequado dos medicamentos disponibilizados pelo programa.


JUDICIALIZAÇÃO DA SAÚDE NO BRASIL: MOTIVOS, CONSEQUÊNCIAS E SOLUÇÕES


Descubra por que o acesso aos serviços de saúde é um dos principais motivos que levam os brasileiros a buscar a Justiça, e como prevenir a sobrecarga do sistema judiciário e garantir a universalidade e equidade no acesso à saúde.


Os direitos humanos à vida e à saúde são princípios fundamentais que garantem a dignidade e o bem-estar de todas as pessoas. Eles estão consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, que afirma que todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e à sua família saúde, bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis .


No entanto, nem sempre esses direitos são respeitados ou garantidos na prática. Muitas vezes, as pessoas enfrentam dificuldades para ter acesso a medicamentos, tratamentos, cirurgias ou outros procedimentos de saúde que necessitam. Nesses casos, elas podem recorrer ao Poder Judiciário para exigir do Estado o cumprimento do seu dever de prover a saúde pública.

Esse fenômeno é chamado de judicialização da saúde e tem se tornado cada vez mais frequente no Brasil.

Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2019 foram registrados mais de 1,4 milhão de processos judiciais relacionados à saúde no país.

Mas o que mais se judicializa na saúde?

Quais são os principais motivos que levam as pessoas a acionar a Justiça para garantir seus direitos?

E quais são os critérios que os tribunais utilizam para julgar essas demandas?

Uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com o CNJ analisou uma amostra de 12 mil processos judiciais sobre saúde no Brasil entre 2016 e 2017.

O estudo revelou que os temas mais recorrentes foram: direito a medicamentos (49%), direito a tratamentos ou procedimentos ambulatoriais (18%), direito a internações hospitalares (12%) e direito a cirurgias (8%).

Entre os medicamentos mais solicitados judicialmente estavam os de alto custo, os não incorporados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e os experimentais ou não registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Já entre os tratamentos ou procedimentos ambulatoriais mais demandados estavam os relacionados à oncologia, à hematologia, à nefrologia e à neurologia.

Entre as internações hospitalares mais requeridas estavam as de UTI, as cirúrgicas e as psiquiátricas. E entre as cirurgias mais pleiteadas estavam as bariátricas, as ortopédicas, as cardíacas e as oftalmológicas.

Diante desse cenário, quais são as decisões mais atuais do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre direito a medicamentos e cirurgias?

Em relação aos medicamentos, o STF julgou em 2018 dois recursos extraordinários que definiram algumas teses importantes sobre o tema.

Uma delas é que o Estado tem o dever de fornecer medicamentos de alto custo não incorporados pelo SUS quando presentes três requisitos: comprovação da imprescindibilidade ou necessidade do medicamento por meio de laudo médico fundamentado; incapacidade financeira do paciente; e existência de registro do medicamento na Anvisa.

Outra tese é que o Estado não pode ser obrigado a fornecer medicamentos experimentais ou sem registro na Anvisa, salvo em casos excepcionais autorizados pela legislação sanitária. Além disso, o STF determinou que cabe ao juiz analisar caso a caso a necessidade e a razoabilidade do pedido, levando em conta as políticas públicas existentes e a disponibilidade orçamentária do Estado.

Já o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 2019, decidiu que o SUS deve custear cirurgia plástica reparadora de sequelas de tratamento de câncer de mama, mesmo que a paciente tenha feito a mastectomia em hospital particular.

O tribunal entendeu que se trata de uma continuidade do tratamento oncológico e que a cirurgia é essencial para a recuperação física e psicológica da paciente.

Em resumo, a judicialização da saúde é um fenômeno complexo e multifacetado que reflete a dificuldade de acesso aos serviços e recursos de saúde no Brasil. Os principais motivos que levam as pessoas a buscar a Justiça para garantir seus direitos são a negativa de cobertura de tratamentos e procedimentos, a falta de acesso a medicamentos e a demora no atendimento e na realização de cirurgias e exames. 

Embora seja uma forma de garantir a proteção dos direitos dos pacientes, a judicialização também pode sobrecarregar o sistema judiciário e gerar custos adicionais para o sistema de saúde. 

É importante que sejam adotadas medidas efetivas para prevenir a judicialização desnecessária e garantir o acesso universal e equitativo aos serviços de saúde para todos os brasileiros.

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